Avaliação dos perigos geológicos na ilha brava (cabo verde): implicações para o planeamento de emergência

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2016
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Alfama, Vera
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O arquipélago de Cabo Verde é frequentemente afetado pela ocorrência de sismos e erupções vulcânicas, o que o torna um laboratório de excelência para o estudo de perigos associados a estes eventos geológicos. Neste contexto, foi selecionada a ilha Brava, caracterizada pela ocorrência frequente de sismos sentidos pela população local e pela existência de vulcanismo considerado ativo, apesar de não ter ocorrido nenhuma erupção histórica desde o seu povoamento. Com este trabalho pretendeu-se contribuir para o estudo da avaliação dos perigos sísmico e vulcânicos numa perspetiva de planeamento de emergência. Foi feita a caracterização geomorfológica da ilha incidindo-se sobre as estruturas vulcânicas e tectónicas, bem como o estudo da rede hidrográfica, das cicatrizes de movimentos de vertente e da orla costeira, o que culminou com a elaboração da carta morfoestrutural da Brava. Desde o povoamento da ilha, no século XV, que existem relatos da ocorrência de eventos sísmicos sentidos pela população, que causaram, em alguns casos, danos materiais. Neste trabalho procedeu-se à avaliação do perigo sísmico com base na análise da sismicidade histórica e instrumental. No caso da sismicidade instrumental foi feito o levantamento e análise de documentação histórica, tendo-se procedido à seleção de alguns casos. Utilizando-se a Escala Macrossísmica Europeia-1988 fez-se o estudo macrossísmico dos casos seleccionados. No que respeita à sismicidade instrumental recorreu-se à informação disponível quer de estudos anteriores como oriundos das redes sismológicas que operaram em Cabo Verde, e, em particular, na ilha Brava. Os sismos registados na ilha Brava são de natureza vulcanotectónica ou associados à atividade vulcânica da vizinha ilha do Fogo. Da análise da sismicidade histórica existente constatou-se que a intensidade máxima histórica para a região em estudo foi de VII (EMS-98). Por outro lado, a análise de dados instrumentais, mais concretamente desde 1914, permitiu verificar a ocorrência de eventos de magnitude máxima de 4.2, localizados na plataforma da ilha Brava. A evidência de diferentes estilos eruptivos e os consequentes perigos vulcânicos foi inferida pelo estudo dos depósitos e morfologias resultantes das erupções ocorridas num
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