Dicionário do Crioulo da Ilha de Santiago (Cabo Verde)
Dicionário do Crioulo da Ilha de Santiago (Cabo Verde)
Sem Miniatura
Data
2002
Autores
Lang, Jügen;
Brüser, Martina;
Santos, André dos Reis
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Resumo
O presente dicionário é, em primeira linha, um dicionário de língua e não um dicionário enciclopédico. As acepções das palavras crioulas são indicadas através de equivalentes de tradução em alemão e português.
Os vocábulos modernos dos domínios económico, técnico, político e administrativo e as nomenclaturas das ciências modernas, que, consoante a necessidade, são simplesmente importadas, com as alterações fonéticas imprescindíveis, do português ou de outras línguas de grande projecção mundial para o crioulo, não figuram neste dicionário. No entanto, as termi- nologias populares referentes à fauna e flora locais, assim como as das profissões tradicionais (pesca, construção naval, agricultura, pecuária, construção de casas e de estradas, tecelagem, etc.) não podiam estar ausentes. No caso da fauna e da flora, foram muito úteis os folhetos publicados pelo Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA) e, particularmente, a lista de Nomes vernáculos e vulgares de plantas de Cabo Verde do INIDA, publicada por Samuel Gomes na revista Garcia de Orta, Sér. Bot. 12 (1-2), 1994, pp. 127-150. Os termos técnicos das profissões tradicionais foram recolhidos, na sua maior parte, em entrevistas com especialistas dos respectivos ramos. Possui 8.388 entradas com 25.787 frase explicativas produzidas por falantes nativos da variedade de Santiago.