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ItemDicionário do Crioulo da Ilha de Santiago (Cabo Verde)( 2002)O presente dicionário é, em primeira linha, um dicionário de língua e não um dicionário enciclopédico. As acepções das palavras crioulas são indicadas através de equivalentes de tradução em alemão e português. Os vocábulos modernos dos domínios económico, técnico, político e administrativo e as nomenclaturas das ciências modernas, que, consoante a necessidade, são simplesmente importadas, com as alterações fonéticas imprescindíveis, do português ou de outras línguas de grande projecção mundial para o crioulo, não figuram neste dicionário. No entanto, as termi- nologias populares referentes à fauna e flora locais, assim como as das profissões tradicionais (pesca, construção naval, agricultura, pecuária, construção de casas e de estradas, tecelagem, etc.) não podiam estar ausentes. No caso da fauna e da flora, foram muito úteis os folhetos publicados pelo Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA) e, particularmente, a lista de Nomes vernáculos e vulgares de plantas de Cabo Verde do INIDA, publicada por Samuel Gomes na revista Garcia de Orta, Sér. Bot. 12 (1-2), 1994, pp. 127-150. Os termos técnicos das profissões tradicionais foram recolhidos, na sua maior parte, em entrevistas com especialistas dos respectivos ramos. Possui 8.388 entradas com 25.787 frase explicativas produzidas por falantes nativos da variedade de Santiago.
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ItemFormas de resistência nas colónias portuguesa. 1600 – 1850.(Edições Uni-CV, 2022-05)Esta obra mostra que a resistência de categorias sociais discriminadas, segregadas e “de baixo” em Cabo Verde, revelada nos processos de transformação social até meados do século XIX, tem vindo a ser estudada pelo grupo de investigadores da Universidade de Cabo Verde envolvidos no projeto RESISTANCE. Resulta do desafio que foi abraçado, para se concretizar em intercâmbio académico com pesquisadores de instituições parceiras no exterior que escolheram Cabo Verde para realizarem suas ações académicas e científicas. Este intercâmbio tem proporcionado ricas experiências, incluindo intervenções fora do meio universitário. As mesmas, possibilitaram a sensibilização de outros públicos, para a temática das resistências, merecendo exemplificação, os casos de estudantes e professores das escolas secundárias de S. Lourenço dos Órgãos e de Salineiro, na ilha de Santiago bem como da Escola Salesiana em S. Vicente.